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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Florbela Espanca


8 de Dezembro de 1895

José Carlos Ary dos Santos



7 de Dezembro de 1937

Erros Frequentes

ALCOOLEMIA
... e não "alcoolémia", tal como dizemos LEUCEMIA e não "leucémia".

BIOPSIA
... e não "biópsia" (a pronúncia correcta é: /biopsía/).


BENEFICÊNCIA
... e não "beneficiência".


BÊNÇÃO
...e não "benção".


BEBÉ
...e não "bébé".


"CARTOON"
Em inglês. Forma aportuguesada: cartune (cartunista). Cf. NEOLOGISMOS.


CONTROLO
Forma já aportuguesada, em vez do galicismo "controle". Cf. NEOLOGISMOS.


Adaptado de http://ciberduvidas.sapo.pt

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sugestão de Leitura

Sinopse


A reinvenção das personagens de Eça de Queiroz numa história alucinante dos autores de O Código d`Avintes.

Tudo começa no Alegrete, palacete meio arruinado em que vive Afonso da Maia, avô de Carlos da Maia, jovem médico que se apaixona por Maria Hermengarda, fugindo dos ataques sensuais da Condessa de Varinho e deixando de lado a espampanante Lara Marlene, filha do riquíssimo Silvestre do Ó Saraiva, construtor civil que fez a sua larga fortuna através de métodos muito pouco recomendáveis. À volta de Carlos movimentam-se Damásio Malcede, o lisboeta novo-rico, João da Régua, o eterno futuro-ministro, o Palma Cavalito, director da Trombeta do Demónio, e muitas outras personagens herdeiras dos famosos Maias que se movimentam freneticamente numa crónica de costumes ao gosto deste tempo prodigioso do replay e do fast food. No meio deste enredo surge mesmo o espírito de Eça de Queiroz a pôr alguma contenção a personagens e autores.

Num registo entre o queirosiano e a telenovela, quiseram os autores, cada um a seu modo, aplicar-se num enredo paralelo ao de Os Maias, observando a sociedade portuguesa do início do século XXI pelo monóculo risonho e severo do grande Eça. Resumiu um deles: “Certamente, o Eça escreveria melhor mas não diria pior.”
“Pretendemos escrever um livro irreverente mas não ofensivo, embora a tentação fosse grande ao retratarmos algumas personagens demasiado características para ficarem de fora. Há-as por todos os lados. Mas, como diz o Ega, «não sabe a gente para onde se há-de voltar… e se nos voltarmos para nós mesmos, ainda pior!» Então, como não nos consideramos acima da crítica, critiquem-nos, o que significa leiam-nos, contestem-nos, o que equivale a falar dos Maias, censurem-nos, mas, acima de tudo, divirtam-se. Pois se assim não for ouvir-nos-ão dizer queirosianamente, todos de monóculo, todos de bengala, todos de chapéu alto: – Que ferro! Esquecemo-nos de mandar fazer para o jantar um grande prato de paio com ervilhas!”
Retirado de Webboom.pt

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Como se deve pronunciar a palavra “acordo” no plural?



O plural de “acordo” /ô/ é “acordos” /ô/.



Nota:

Em “molho”, por exemplo, temos duas palavras:

a) “Molho” /ô/ a significar aquele líquido que se põe nas iguarias para lhes dar determinado sabor. O plural é /môlhos/.

b) “Molho” /ó/ significando braçado, paveia: “um molho de palha”. O plural é /mólhos/.

José Neves Henriques, in Ciberdúvidas

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Números especiais - parte 1

Números especiais são números que pelas suas propriedades aritméticas suscitaram ou suscitam interesse.
Números primos são os que não podem dividir-se por nenhum outro número para além deles próprios e do 1. Exemplos: 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19 ...
Números "perfeitos" são os que são iguais à soma das suas "partes alíquotas" - isto é, aquelas pelas quais se dividem.
Assim, 6, cujas partes alíquotas são 1, 2 e 3, é um número perfeito, uma vez que 1 + 2 + 3 = 6.
Outro exemplo: 28 = 1 + 2 + 4 + 7 + 14.
in SARDAR, Ziauddin et al, Matemática para principiantes, Publicações Dom Quixote, 1ª edição, 2000

segunda-feira, 5 de novembro de 2007


José Rodrigues Miguéis
9 de Novembro de 1901

Mário Cláudio

6 de Novembro de 1941






Sophia de Mello Breyner Andresen


6 de Novembro de 1919
Jorge de Sena

2 de Novembro de 1919





Teixeira de Pascoaes


2 de Novembro de 1877

Afim / a fim de

Ao fazer um périplo visual pelas informações contidas nos placares da sala de professores, deparámo-nos com este erro. Por isso, aqui vai a explicação, para que a intencionalidade da informação condiga com a escrita da mesma.

Afim é adjectivo e significa que tem afinidade, parentesco ou semelhança; próximo, aderente, conexo, comum: «Políticas afins», «Amigos afins», «Conhecimentos em ciências afins à medicina».
A fim de, locução, escreve-se com os elementos separados, equivale a "para" e "para que" com o significado de "com o fim de": «Saiu a fim de tomar café», «Cercou a piscina com um muro, a fim de não ser visto».
José Mário Costa, in Ciberdúvidas

terça-feira, 30 de outubro de 2007

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

(n. 31.10.1750 - m. 11.10.1839)

Marquesa de Alorna


31 de Outubro de 1750


Leonor de Almeida Portugal, filha de D. João de Almeida Portugal, conde de Assumar, conhecida ainda como D. Leonor de Almeida Portugal de Lorena e Lencastre e como a poeta "Alcipe", nasceu em Lisboa a 31 de Outubro de 1750 e morreu a 11 de Outubro de 1839 em Benfica, na mansão do neto, veador honorário da Fazenda (Finanças) da Casa Real, Marquês de Fronteira, D. José Trazimundo Mascarenhas Barreto Palha.


Wikipédia
«Vinho de cidra»
ou
«vinho de sidra»?


A cidra designa o fruto da cidreira, espécie de limoeiro selvagem (não confundir com a erva-cidreira, que é muito utilizada para infusões).

A sidra é, pelo contrário, uma bebida alcoólica, de baixa graduação, obtida pela fermentação do sumo de maçã.

Desta forma, a expressão correcta é «vinho de sidra» (vinho de maçã).

Já agora, veja-se o vinagre de sidra, que é elaborado por meio da fermentação do ácido contido na maçã.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Particípio Passado

Formas regular e irregular

O particípio passado pode tomar duas formas: regular e irregular.

Regra geral

O particípio passado, que deriva do infinitivo impessoal, tem as seguintes terminações:

· -ado (verbos de tema em -a-, como cantar, cantado);
· -ido (verbos de tema em -e- e -i-, como comer, comido; fugir, fugido).



Excepções

Há verbos que não seguem esta regra:

· abrir (aberto), cobrir (coberto), dizer (dito), escrever (escrito), fazer (feito), ganhar (ganho), gastar (gasto), pagar (pago), pôr (posto), ver (visto), vir (vindo).

Verbos com duas formas de particípio

Alguns verbos apresentam duas formas de particípio: uma forma regular e uma forma irregular.

Forma regular

De comum, a forma regular emprega-se com os auxiliares ter e haver:

Obrigado por ter (haver) aceitado o meu convite;
Ele deve ter morrido há um ano.


Forma irregular
Comummente, a forma irregular usa-se com os auxiliares ser e estar:

O requerimento não foi aceite pelo tribunal;
Ele foi morto com um tiro;
O teu convite está aceite.

Olívia Maria Figueiredo e Eunice Barbieri de Figueiredo, Prontuário Actual da Língua Portuguesa, Asa Editores

A Pedido

Qual das formas está correcta?

«ficou encarregado» ou «ficou encarregue»

«foi empregado» ou «foi empregue»

As formas irregulares empregam-se com os verbos andar, ser, estar, ficar, ir e vir: «Andamos mortos de cansaço», «Fiquei preso ao arame», (In Guia Prático dos Verbos Portugueses, de Deolinda Monteiro e Beatriz Pessoa, Lidel, Edições Técnicas, Lda., Lisboa, Porto, Coimbra).


Assim sendo, a utilização actual da língua leva-nos a dizer «ficou encarregue» e «foi empregue»:

Ele ficou encarregue de realizar esse trabalho.
Foi empregue muita força para levantar a descomunal pedra.

domingo, 21 de outubro de 2007

António Ramos Rosa

(n. 17.10.1924)
....
O poeta António Victor Ramos Rosa nasceu no dia 17 de Outubro de 1924, na cidade de Faro.

Agustina Bessa-Luís

(n. 15.10.1922)
.....
A escritora Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, no dia 15 de Outubro de 1922.

O Plural dos Nomes Compostos

Podemos definir as seguintes normas, embora, por vezes, sujeitas a excepções:

1. Dois nomes: ambos se flexionam no plural.

Exemplos:
banho-maria / banhos-marias
bolo-rei / bolos-reis
tenente-coronel / tenentes-coronéis


Nota: Mas se o segundo nome especifica ou de qualquer modo complementa o primeiro, mantém-se no singular:

escola-modelo / escolas-modelo (= escola(s) que serve(m) de modelo)
mapa-mundo / mapas-mundo (= mapas do mundo)

2. Nome mais adjectivo, adjectivo mais nome ou dois adjectivos: ambos se flexionam no plural.

Exemplos:
amor-perfeito / amores-perfeitos
alto-relevo / altos-relevos
amarelo-escuro / amarelos-escuros


Algumas excepções:

grão-mestre / grão-mestres
franco-atirador / franco-atiradores


3. Verbo ou palavra invariável mais nome, adjectivo ou verbo: só o segundo vai para o plural.

Exemplos:
porta-voz / porta-vozes
abaixo-assinado / abaixo-assinados
ex-presidente / ex-presidentes


4. Quando os elementos estão ligados por preposição: só o primeiro vai para o plural.

Exemplos:
chapéu-de-sol / chapéus-de-sol
pão-de-ló / pães-de-ló
fim-de-semana / fins-de-semana


Nota: Muitos destes nomes compostos (4) têm a mesma forma para o singular e para o plural:

o, os arranha-céus
o, os saca-rolhas


Adaptado a partir de J. M. de Castro Pinto, Novo Prontuário Ortográfico, Plátano Editora



A PEDIDO

No caso de pai natal, por enquanto, não é uma palavra composta; é, sim, uma expressão constituída por um nome e um adjectivo e sujeita a plural nas duas palavras (pais natais), dado que os adjectivos concordam em género e número com os nomes que qualificam.

Edite Prada, in Ciberdúvidas

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

"perseverança"
ou
"preseverança"

Como se deve escrever e pronunciar?

A dúvida, que ainda persiste em muitos falantes da Língua Portuguesa, deve-se à habitual confusão de “perseverar” (persistir) com “preservar” (resguardar). Daí que seja vulgar encontrar-se esta palavra redigida de forma errada. Em muitos outros casos, é possível encontrar-se erros de redacção em palavras cuja primeira sílaba é per- (mas escrita incorrectamente pre-).

Quanto à pronúncia, é comum ouvir-se a eventual articulação do s como z, quando deve ser lido como o s de conselho, uma vez que não se encontra entre vogais.

Assim, falta apenas confirmar que a forma certa é “perseverança”.

Para mais esclarecimentos, basta consultar um bom dicionário de Língua Portuguesa ou o sítio do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa - http://ciberduvidas.sapo.pt/ - aqui consultado para melhor vos esclarecer.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007


26 de Setembro

Dia Europeu das Línguas

O Plural das Siglas

Como se deve escrever?
“CEF’s”
“CEFs”
“os CEF”


RESPOSTA

As siglas não têm marca de plural, é o artigo que dá essa indicação: os CEF; os PCA; os DT; as ONG.

Assim sendo, é a terceira hipótese apresentada que está correcta:
“os CEF”

Obs.: As letras componentes das siglas são escritas com maiúsculas quando elas correspondem às iniciais das palavras que as compõem.

As siglas são grafadas sem pontos.


Olívia Maria Figueiredo e Eunice Barbieri de Figueiredo, Prontuário Actual da Língua Portuguesa, Edições ASA

sábado, 6 de outubro de 2007

Conferência Internacional sobre o Ensino







Conferência Internacional sobre o Ensino
do Português
Lisboa, 7, 8 e 9 de Maio de 2007


RECOMENDAÇÕES

São aqui apresentadas algumas recomendações resultantes da Conferência Internacional sobre o Ensino do Português, apresentadas pelo Professor Doutor Carlos Reis. O documento integral pode ser consultado em http://sitio.dgidc.min-edu.pt/linguaportuguesa/Paginas/default.aspx.

Recomendação 1: «importa sensibilizar e mesmo responsabilizar todos os professores, sem excepção e seja qual for a sua área disciplinar, no sentido de cultivarem uma relação com a língua que seja norteada pelo rigor e pela exigência de correcção linguística, em todo o momento e em qualquer circunstância do processo de ensino e de aprendizagem.»

Recomendação 2: «o ensino da língua deve entender o erro como efectiva transgressão e derrogação de um sistema (o sistema linguístico) que tem regras. Mesmo que se não imponha uma concepção rigidamente normativa do ensino da língua, importa acentuar que essa normatividade é um factor de coesão do idioma e uma das garantias da sua eficácia comunicativa; a todo o tempo o professor de português (e com ele, o professor de qualquer outra disciplina) deve encarar o erro como erro, alertando para a sua ocorrência e desincentivando a sua prática.»

Recomendação 3: «num cenário em que os textos verbais e a sua leitura já não detêm o exclusivo do acesso à informação, o estímulo e as práticas de leitura, no sentido convencional do termo, devem conviver com a aprendizagem da chamada literacia informacional; uma tal convivência favorecerá interacções que não cancelarão a leitura nem o seu campo de acção próprio e irrevogável. Fomentar-se-á, ao mesmo tempo e sem complexos (mas não necessariamente na aula de português), o contacto orientado e criterioso com outras linguagens e técnicas de informação e comunicação (televisão, Internet, etc.), conduzindo à sua utilização crítica, ponderada e justificada. Por outro lado, deverão ser criadas ou reforçadas práticas e comunidades de leitura propriamente ditas; isto significa que a leitura deverá ocupar um espaço e um tempo próprios, na situação de concentração que para ela se requer.»

Recomendação 4: «[...] recomenda-se vivamente que o professor de português consuma menos tempo com as chamadas ciências da educação e mais tempo com a sua cultura literária e linguística; que se preocupe menos com as técnicas pedagógicas e bem mais com o conhecimento da língua, da sua evolução e das suas regras sistémicas; que seja capaz de fazer interagir esse conhecimento da língua e do seu potencial expressivo com outras linguagens, incluindo as da imagem; que tenha critério para destrinçar os usos sofisticados da língua dos seus usos triviais e meramente utilitários; que seja culto, exigente e claro na denúncia do erro. Por fim e não menos importante: que seja acompanhado e apoiado através de actividades de formação complementares que contemplem o que fica dito.»


Lisboa, 14 de Julho de 2007

Carlos Reis

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Boas-vindas

Este espaço foi criado com o intuito de dar à Língua. Claro está que dar à Língua uns minutos de atenção devida não se deve limitar ao diz-que-diz-que ou ao dize-tu-direi-eu. Digamos que esta parte estará mais destinada ao falario que, certamente, se há-de gerar a propósito de coisas e loisas que o momento acalentar.

O nosso propósito será, agora num tom mais circunspecto, dar à Língua Portuguesa um espaço de partilha e discussão sobre tudo o que lhe diga, de alguma forma, respeito.

A palavra há-de aqui ter trono de rainha, laureada em livros que se hão-de aqui folhear; em crónicas ressabiadas; em gralhas fratricidas; em dúvidas insones; em máximas lúcidas.

Desta maneira, de forma descomprometida e impessoal, tentar-se-á dar indicações sobre o uso correcto do Português, sem querer, com isso, criar imposições, mas apenas abrir espaços para a reflexão e o debate em torno de um esforço constante de aperfeiçoamento.

Serão bem-vindas todas as achegas e questões que queiram colocar, às quais tentaremos dar resposta, dentro, obviamente, das nossas capacidades, pois poucos atribuirão a si o título de especialistas, o que de todo não ousamos ser.

Para terminar, queremos ainda dizer que este blogue funciona como uma extensão do placar “Dizedor”, presente na sala de professores da Escola Básica e Secundária Bispo D. Manuel Ferreira Cabral. Por outro lado, surge integrado no projecto "Animação de Leitura", que, neste presente ano lectivo de 2007/2008, foi lançado na nossa escola. Uma ideia admirável do professor Victor Vieira, que conseguiu unir em torno deste projecto muitos professores. Para já, conta com a dedicação extremosa das professoras Guida, Lídia e Liliana, que inundam todos à volta com as suas buliçosas ideias.

Por tudo o que já foi dito, seria impensável não embarcar nesta nova aventura. Temos timoneiro e a rota já foi traçada. Quanto aos marinheiros, hão-de embarcar aos poucos, certamente, seduzidos pelo canto sereno da sereia.