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segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sugestão de Leitura

Sinopse


A reinvenção das personagens de Eça de Queiroz numa história alucinante dos autores de O Código d`Avintes.

Tudo começa no Alegrete, palacete meio arruinado em que vive Afonso da Maia, avô de Carlos da Maia, jovem médico que se apaixona por Maria Hermengarda, fugindo dos ataques sensuais da Condessa de Varinho e deixando de lado a espampanante Lara Marlene, filha do riquíssimo Silvestre do Ó Saraiva, construtor civil que fez a sua larga fortuna através de métodos muito pouco recomendáveis. À volta de Carlos movimentam-se Damásio Malcede, o lisboeta novo-rico, João da Régua, o eterno futuro-ministro, o Palma Cavalito, director da Trombeta do Demónio, e muitas outras personagens herdeiras dos famosos Maias que se movimentam freneticamente numa crónica de costumes ao gosto deste tempo prodigioso do replay e do fast food. No meio deste enredo surge mesmo o espírito de Eça de Queiroz a pôr alguma contenção a personagens e autores.

Num registo entre o queirosiano e a telenovela, quiseram os autores, cada um a seu modo, aplicar-se num enredo paralelo ao de Os Maias, observando a sociedade portuguesa do início do século XXI pelo monóculo risonho e severo do grande Eça. Resumiu um deles: “Certamente, o Eça escreveria melhor mas não diria pior.”
“Pretendemos escrever um livro irreverente mas não ofensivo, embora a tentação fosse grande ao retratarmos algumas personagens demasiado características para ficarem de fora. Há-as por todos os lados. Mas, como diz o Ega, «não sabe a gente para onde se há-de voltar… e se nos voltarmos para nós mesmos, ainda pior!» Então, como não nos consideramos acima da crítica, critiquem-nos, o que significa leiam-nos, contestem-nos, o que equivale a falar dos Maias, censurem-nos, mas, acima de tudo, divirtam-se. Pois se assim não for ouvir-nos-ão dizer queirosianamente, todos de monóculo, todos de bengala, todos de chapéu alto: – Que ferro! Esquecemo-nos de mandar fazer para o jantar um grande prato de paio com ervilhas!”
Retirado de Webboom.pt

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Como se deve pronunciar a palavra “acordo” no plural?



O plural de “acordo” /ô/ é “acordos” /ô/.



Nota:

Em “molho”, por exemplo, temos duas palavras:

a) “Molho” /ô/ a significar aquele líquido que se põe nas iguarias para lhes dar determinado sabor. O plural é /môlhos/.

b) “Molho” /ó/ significando braçado, paveia: “um molho de palha”. O plural é /mólhos/.

José Neves Henriques, in Ciberdúvidas

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Números especiais - parte 1

Números especiais são números que pelas suas propriedades aritméticas suscitaram ou suscitam interesse.
Números primos são os que não podem dividir-se por nenhum outro número para além deles próprios e do 1. Exemplos: 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19 ...
Números "perfeitos" são os que são iguais à soma das suas "partes alíquotas" - isto é, aquelas pelas quais se dividem.
Assim, 6, cujas partes alíquotas são 1, 2 e 3, é um número perfeito, uma vez que 1 + 2 + 3 = 6.
Outro exemplo: 28 = 1 + 2 + 4 + 7 + 14.
in SARDAR, Ziauddin et al, Matemática para principiantes, Publicações Dom Quixote, 1ª edição, 2000

segunda-feira, 5 de novembro de 2007


José Rodrigues Miguéis
9 de Novembro de 1901

Mário Cláudio

6 de Novembro de 1941






Sophia de Mello Breyner Andresen


6 de Novembro de 1919
Jorge de Sena

2 de Novembro de 1919





Teixeira de Pascoaes


2 de Novembro de 1877

Afim / a fim de

Ao fazer um périplo visual pelas informações contidas nos placares da sala de professores, deparámo-nos com este erro. Por isso, aqui vai a explicação, para que a intencionalidade da informação condiga com a escrita da mesma.

Afim é adjectivo e significa que tem afinidade, parentesco ou semelhança; próximo, aderente, conexo, comum: «Políticas afins», «Amigos afins», «Conhecimentos em ciências afins à medicina».
A fim de, locução, escreve-se com os elementos separados, equivale a "para" e "para que" com o significado de "com o fim de": «Saiu a fim de tomar café», «Cercou a piscina com um muro, a fim de não ser visto».
José Mário Costa, in Ciberdúvidas