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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Aniversário de nascimento de Antero de Quental

18 de abril de 1842 — 11 de setembro de 1891


Nascido na Ilha de São Miguel, Açores, filho do combatente liberal Fernando de Quental e de sua mulher Ana Guilhermina da Maia, durante a sua vida, Antero de Quental dedicou-se à poesia, à filosofia e à política. Iniciou seus estudos na cidade natal, mudando para Coimbra aos 16 anos, ali estudando Direito e manifestando as primeiras ideias socialistas. Fundou em Coimbra a Sociedade do Raio, que pretendia renovar o país pela literatura.

in http://pt.wikipedia.org/wiki/Antero_de_Quental (vide para mais informações e biografia completa)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Faleceu José Saramago

 (imagem)

Pode ler-se no site oficial da Fundação José Saramago:

"Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença.
O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila."

Que a sua alma descanse em paz!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Faleceu João Aguiar

 (imagem)

João Casimiro Namorado de Aguiar nasceu em 28 de Outubro de 1943 e viveu a infância entre Lisboa, cidade natal, e a Beira, em Moçambique. Morreu hoje em Lisboa, aos 66 anos, vítima de cancro.

Aqui prestamos a justa homenagem ao grande escritor que foi e que tivemos o prazer de conhecer pessoalmente há não muitos anos.

terça-feira, 16 de março de 2010

Peça de Shakespeare perdida


"Double falsehood" é o nome da obra que afinal não pertencia a Lewis Theobald.


Esta peça, descoberta há cerca de 300 anos, foi agora atribuída a William Shakespeare. A sua autoria já havia sido contestada por especialistas, tendo em conta as ligações desta com uma outra peça de Shakespeare, escrita conjuntamente com John Fletcher, "Cardenio".

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Anacoluto

Anacoluto ou frase quebrada.

Considera-se anacoluto a mudança de construção sintática no meio de um encunciado. É um fenómeno comum, especialmente na oralidade, e pode ser explicada como uma corrupcção gramatical, normalmente associada à não concordância verbal ou à sintaxe.

Como exemplos, geralmente com origem coloquial, podem indicar-se:

Provérbios
  • "Quem mais alto sobe maior a queda."
  • "Quem apanha de mulher, o delegado não quer saber." (provérbio brasileiro)
  • "Do Natal à Sta. Luzia, cresce um palmo em cada dia."
Outros exemplos:

"Ela, pouco fazia pela vida."
"João, eles não estão aqui."

"Eu, não ouviste, parece-me que ouvi algo."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Desafio linguístico - Subclasses dos determinantes (proposta de resposta)

Proposta de resposta ao desafio linguístico lançado no dia 8 de Novembro:

a) Quantas pessoas chegaram? --------------------------- Determinante interrogativo.

b) O cão, cujo dono bem conheces, ganhou um prémio na exposição canina. ----- Determinante relativo.

c) Certo dia chegaram alguns turistas. -------------------- Determinantes indefinidos.

d) Que livro te agradou mais? ----------------------------- Determinante interrogativo.

e) Tinha anéis nos cinco dedos da mão. ------------------- Determinante numeral cardinal.

Proposta de resposta do desafio linguístico de dia 7 de Novembro

O verbo "pensar", no desafio de 7 de Novembro, variou em pessoa (1.ª, 3.ª, 2.ª, todas do plural).

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Ary dos Santos - 25 anos - Rua da Saudade


1937 - 1984
Poeta português, natural de Lisboa.

Rua da saudade, álbum que reúne as vozes de Mafalda Arnauth, Susana Félix, Viviane e Luanda Cozetti, homenageia Ary dos Santos.

Aqui fica Canção de Madrugar, Susana Félix:


De linho te vesti

De nardos te enfeitei

Amor que nunca vi

Mas sei



Sei dos teus olhos acesos na noite

Sinais de bem despertar

Sei dos teus braços abertos a todos

Que morrem devagar

Sei meu amor inventado um dia

Teu corpo há-de acender

Uuma fogueira de sol e de fúria

Que nos verá nascer



Irei beber em ti

O vinho que pisei

O fel do que sofri e dei

Dei do meu corpo chicote de força

Rasei meus olhos com mágoa

Dei do meu sangue uma espada de raiva

E uma lança de mágoa

Dei do meu sonho uma corda de insónias

Cravei meus braços com setas

Descobri rosas, alarguei cidades

E construí poetas



E nunca te encontrei

Na estrada do que fiz

Amor que não logrei

Mas quis



Sei meu amor inventado que um dia

Teu corpo há-de acender

Uma fogueira de sol e de fúria

Que nos verá nascer

Então:



Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,

Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,

Nem feras, nem ferros, nem farpas, nem farsas,

Nem forcas, nem cardos, nem dardos, nem terras,

Nem choros, nem medos, nem uivos, nem gritos,

Nem pedras, nem facas, nem fomes, nem secas,

Nem terras, nem ferros, nem farpas, nem farsas

Nem MAL

domingo, 8 de novembro de 2009

Desafio linguístico - Subclasses dos determinantes

Identifique a subclasse dos determinantes destacados nas seguintes frases:

a) Quantas pessoas chegaram?

b) O cão, cujo dono bem conheces, ganhou um prémio na exposição canina.

c) Certo dia chegaram alguns turistas.

d) Que livro te agradou mais?

e) Tinha anéis nos cinco dedos da mão.

Obs.: a solução será apresentada num dos próximos dias.

sábado, 7 de novembro de 2009

Nova rubrica no Dizedores - Dasafio linguístico

A partir de hoje, e sempre que possível, iremos apresentar algumas dúvidas em jeito de desafio aos nossos visitantes.

O primeiro deles trata-se do seguinte, inspirado na Gramática pedagógica e cultural da LÍNGUA PORTUGUESA, de Álvaro Gomes, Edições Flumen/Porto Editora, página 185:
..........
Dadas as seguintes formas verbais, que tipo de variação sofreu, nestes casos, o verbo "pensar"?

pensamos pensam pensais

a) Número.
b) Pessoa.
c) Tempo.
..........
Podem deixar as vossas respostas no comentário a esta mensagem.

Concordância verbal - caso particular

Um dos nossos consulentes mais assíduos colocou-nos algumas dúvidas, entre as quais:
---
«1. Atente-se para a seguinte frase: "O termo da comissão de serviço ou a cessação da comissão de serviço por iniciativa do trabalhador nomeado determina o "regresso às funções e posto de trabalho que detinha...".
a) - Temos um fragmento fraseológico onde aparece a conjunção disjuntiva OU. Estamos pois perante uma ALTERNATIVA. A minha dúvida vai para o predicado DETERMINA: visto termos dois sujeitos, o predicado vai para o singular ou para o plural? DETERMINA ou DETERMINAM?
b) - Quanto à pontuação não seria melhor assim: "O termo da comissão de serviço ou a cessação da comissão de serviço, por iniciativa do trabalhador nomeado, determina o "regresso às funções e posto de trabalho que detinha....". Portanto, duas vírgulas. Qual o melhor caminho a seguir?»
---

Após algum estudo e pesquisa, aquilo que podemos indicar, no caso de a), é que como se trata de um caso particular de concordância com sujeitos ligados por ou, também de alternativa, poderá aceitar-se como certo o que Celso Cunha e Lindley Cintra indicam na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo:

[predicado no singular], "se o facto expresso pelo verbo só pode ser atribuído a um dos sujeitos, isto é, se há ideia de alternativa"

No exemplo do nosso consulente, poderemos imaginar que se trata de dois sujeitos, sendo que o "termo da comissão de serviço" parte de outrém que não o trabalhador e que a "cessação da comissão de serviço" seja, tal como se pode ler, por iniciativa do trabalhador.

Quanto à dúvida em b), entendo que se trata de iniciativas distintas, "termo" da responsabilidade de outrém e "cessação" da iniciativa do trabalhador. Por isso, a proposta de vírgulas daria a ideia do "termo" e da "cessação" serem de iniciativa do mesmo sujeito: o trabalhador. A minha proposta é manter a pontuação inicial, sem as vírgulas.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Estoril Film Festival '09

Festival com bons filmes. Alguns nomes ilustres no júri: David Byrne, Cindy Sherman, Alexandre Desplat e Rui Horta. Prémio de 20 mil euros para o vencedor. Homenagens a David Cronenberg e a Juliette Binoche.

Para mais informações visite: http://www.estoril-filmfestival.com/.

Na cozinha!

Albardar: envolver um alimento em polme [massa pouco consistente, "papa"] para depois ser frito.

Alourar: tornar louro ao fogo ou assado.

Arrepiar: esfregar um peixe com sal no sentido inverso ao das escamas, a fim de o temperar e enrijar.

Dourar: untar com uma pasta de ovo batido com a ajuda de um pincel.

Estufar: Cozer um alimento em lume brando com gordura e com os sucos do próprio alimento, num recipiente hermeticamente fechado.

Lardear: introduzir, com a ajuda de uma agulha ou faca fina, tiras de toucinho ou de qualquer outro alimento no interior de uma peça de carne.

Trabalhar: bater uma composição com uma colher, à mão ou à máquina.


in: Dicionário MAIS, Da Ideia às Palavras, Lisboa Editora [adaptação portuguesa de Le Dictionaire Plus]

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Telefona se precisares de mim, de Raymond Carver

endereço da imagem aqui

Hoje, trago-vos uma pequena descoberta, para mim é claro, mas para quem já conhece saberá que se trata de um grande escritor de há muito. Há pouco tempo, tive o prazer de descobrir um escritor através de um dos seus livros que se encontrava numa das livrarias na região. Comecei, como é hábito, por ler a sinopse deste livro e assim fiquei curioso em continuar a sua leitura.

Raymond Carver:

Nasceu em Clatskanie, Oregon e cresceu em Yakima, Washington. Carver estudou com o escritor e teórico John Gardner na Chico State College em Chico, Califórnia. Publicou um grande número de contos em diversos periódicos, incluindo The New Yorker e Esquire, contos que mais tarde foram reunidos em livros. As suas histórias têm sido publicadas nas mais importantes colecções norte-americanas, como, por exemplo, Best American Short Stories e O. Henry Prize Stories.

A escrita de Carver é normalmente associada ao minimalismo. O seu editor na Esquire, Gordon Lish, foi fundamental neste processo. Por exemplo, quando Gardner aconselhava Carver a usar 15 palavras ao invés de 25, Lish aconselhava Carver a usar 5 no lugar de 15. Durante este tempo, Carver também submeteu os seus poemas a James Dickey, então editor de poesia da Esquire.

Carver morreu em Port Angeles, Washington, aos 50 anos, vítima de um cancro.

Aconselho vivamente a leitura dos contos de Raymond Carver. Para quem não conhece, será uma surpresa agradável.

Obs.: a capa aqui ilustrada refere-se à publicação feita pela editorial Teorema, colecção estórias.

De volta...

Após alguns meses (cerca de cinco) sem dar cavaco a ninguém, voltamos ao exercitando no presente blogue. Questões de disponibilidade pessoal e profissional lavaram-nos ao adiamento sucessivo da publicação de quaisquer notícias, informações, esclarecimentos ou meras curiosidades. A ver vamos se conseguimos recuperar o tempo perdido. A esse propósito, reclamamos colaboração ou questionamento por parte de eventuais consulentes.

terça-feira, 26 de maio de 2009

"Gaivota", do projecto "Hoje"



Gaivota
Amália Rodrigues

Composição: Alexandre O'Neill / Alain Oulman


Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.

terça-feira, 12 de maio de 2009

"Porque poluímos tanto?" ou "Por que poluímos tanto?"

Segundo, por exemplo, o livro Em Português?, da Porto Editora, é referido que “porque” deverá escrever-se numa única palavra sempre que «se trate de um advérbio interrogativo, surgindo sempre ligado a um verbo» (p. 120). Deste modo, não se deve dizer “Por que poluímos tanto?”, mas sim “Porque poluímos tanto?” (Outros exemplos: "Porque não reclamaste?"; "Porque me tornei vegetariano?").
..
«"Por que" escreve-se em duas palavras sempre que "por" é uma preposição», que se junta ao pronome interrogativo adjunto "que": "Por que motivo faltaste?" (O pronome "que" surge sempre junto de um substantivo ao qual está ligado pelo sentido).

Lousalite / lusalite/ losalite / rosalite

Não encontrei este termo nos dicionários que consultei.
..
Penso que a ortografia mais adequada para designar este tipo de telha à base de fibrocimento será “lusalite”, por a ver com alguma frequência em documentos de instituições credíveis e que denotam preocupações com a escrita, como os tribunais.

"Exitoso"

Conforme o Dicionário da Língua Portuguesa 2009, da Porto Editora, este adjectivo usa-se em Angola com o significado de “êxito”: "A participação de Angola no campeonato mundial de andebol foi exitosa".