Este espaço foi criado com o intuito de dar à língua. Claro está que dar à língua uns minutos de atenção devida não se deve limitar ao diz-que-diz-que ou ao dize-tu-direi-eu. Digamos que essa parte estará mais destinada ao falario que, certamente, se há-de gerar a propósito de coisas e loisas que o momento acalentar. O nosso propósito será, agora num tom mais circunspecto, dar à língua portuguesa um espaço de partilha e discussão sobre tudo o que lhe diga, de alguma forma, respeito.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Aniversário de nascimento de Antero de Quental
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Saramago faria hoje 88 anos
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Faleceu José Saramago
Pode ler-se no site oficial da Fundação José Saramago:
"Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença.
Que a sua alma descanse em paz!
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Faleceu João Aguiar
terça-feira, 16 de março de 2010
Peça de Shakespeare perdida
"Double falsehood" é o nome da obra que afinal não pertencia a Lewis Theobald.
Esta peça, descoberta há cerca de 300 anos, foi agora atribuída a William Shakespeare. A sua autoria já havia sido contestada por especialistas, tendo em conta as ligações desta com uma outra peça de Shakespeare, escrita conjuntamente com John Fletcher, "Cardenio".
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Anacoluto
Considera-se anacoluto a mudança de construção sintática no meio de um encunciado. É um fenómeno comum, especialmente na oralidade, e pode ser explicada como uma corrupcção gramatical, normalmente associada à não concordância verbal ou à sintaxe.
Como exemplos, geralmente com origem coloquial, podem indicar-se:
Provérbios
- "Quem mais alto sobe maior a queda."
- "Quem apanha de mulher, o delegado não quer saber." (provérbio brasileiro)
- "Do Natal à Sta. Luzia, cresce um palmo em cada dia."
"Ela, pouco fazia pela vida."
"João, eles não estão aqui."
"Eu, não ouviste, parece-me que ouvi algo."
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Desafio linguístico - Subclasses dos determinantes (proposta de resposta)
Proposta de resposta do desafio linguístico de dia 7 de Novembro
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Ary dos Santos - 25 anos - Rua da Saudade
domingo, 8 de novembro de 2009
Desafio linguístico - Subclasses dos determinantes
sábado, 7 de novembro de 2009
Nova rubrica no Dizedores - Dasafio linguístico
O primeiro deles trata-se do seguinte, inspirado na Gramática pedagógica e cultural da LÍNGUA PORTUGUESA, de Álvaro Gomes, Edições Flumen/Porto Editora, página 185:
..........
Dadas as seguintes formas verbais, que tipo de variação sofreu, nestes casos, o verbo "pensar"?
pensamos pensam pensais
a) Número.
b) Pessoa.
c) Tempo.
..........
Concordância verbal - caso particular
---
«1. Atente-se para a seguinte frase: "O termo da comissão de serviço ou a cessação da comissão de serviço por iniciativa do trabalhador nomeado determina o "regresso às funções e posto de trabalho que detinha...".
a) - Temos um fragmento fraseológico onde aparece a conjunção disjuntiva OU. Estamos pois perante uma ALTERNATIVA. A minha dúvida vai para o predicado DETERMINA: visto termos dois sujeitos, o predicado vai para o singular ou para o plural? DETERMINA ou DETERMINAM?
b) - Quanto à pontuação não seria melhor assim: "O termo da comissão de serviço ou a cessação da comissão de serviço, por iniciativa do trabalhador nomeado, determina o "regresso às funções e posto de trabalho que detinha....". Portanto, duas vírgulas. Qual o melhor caminho a seguir?»
Após algum estudo e pesquisa, aquilo que podemos indicar, no caso de a), é que como se trata de um caso particular de concordância com sujeitos ligados por ou, também de alternativa, poderá aceitar-se como certo o que Celso Cunha e Lindley Cintra indicam na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo:
[predicado no singular], "se o facto expresso pelo verbo só pode ser atribuído a um dos sujeitos, isto é, se há ideia de alternativa"
No exemplo do nosso consulente, poderemos imaginar que se trata de dois sujeitos, sendo que o "termo da comissão de serviço" parte de outrém que não o trabalhador e que a "cessação da comissão de serviço" seja, tal como se pode ler, por iniciativa do trabalhador.
Quanto à dúvida em b), entendo que se trata de iniciativas distintas, "termo" da responsabilidade de outrém e "cessação" da iniciativa do trabalhador. Por isso, a proposta de vírgulas daria a ideia do "termo" e da "cessação" serem de iniciativa do mesmo sujeito: o trabalhador. A minha proposta é manter a pontuação inicial, sem as vírgulas.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Estoril Film Festival '09
Festival com bons filmes. Alguns nomes ilustres no júri: David Byrne, Cindy Sherman, Alexandre Desplat e Rui Horta. Prémio de 20 mil euros para o vencedor. Homenagens a David Cronenberg e a Juliette Binoche.Para mais informações visite: http://www.estoril-filmfestival.com/.
Na cozinha!
Alourar: tornar louro ao fogo ou assado.
Arrepiar: esfregar um peixe com sal no sentido inverso ao das escamas, a fim de o temperar e enrijar.
Dourar: untar com uma pasta de ovo batido com a ajuda de um pincel.
Estufar: Cozer um alimento em lume brando com gordura e com os sucos do próprio alimento, num recipiente hermeticamente fechado.
Lardear: introduzir, com a ajuda de uma agulha ou faca fina, tiras de toucinho ou de qualquer outro alimento no interior de uma peça de carne.
Trabalhar: bater uma composição com uma colher, à mão ou à máquina.
in: Dicionário MAIS, Da Ideia às Palavras, Lisboa Editora [adaptação portuguesa de Le Dictionaire Plus]
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Telefona se precisares de mim, de Raymond Carver

Nasceu em Clatskanie, Oregon e cresceu em Yakima, Washington. Carver estudou com o escritor e teórico John Gardner na Chico State College em Chico, Califórnia. Publicou um grande número de contos em diversos periódicos, incluindo The New Yorker e Esquire, contos que mais tarde foram reunidos em livros. As suas histórias têm sido publicadas nas mais importantes colecções norte-americanas, como, por exemplo, Best American Short Stories e O. Henry Prize Stories.
Carver morreu em Port Angeles, Washington, aos 50 anos, vítima de um cancro.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Raymond_Clevie_Carver,_Jr. (adaptado)
Obs.: a capa aqui ilustrada refere-se à publicação feita pela editorial Teorema, colecção estórias.
De volta...
Após alguns meses (cerca de cinco) sem dar cavaco a ninguém, voltamos ao exercitando no presente blogue. Questões de disponibilidade pessoal e profissional lavaram-nos ao adiamento sucessivo da publicação de quaisquer notícias, informações, esclarecimentos ou meras curiosidades. A ver vamos se conseguimos recuperar o tempo perdido. A esse propósito, reclamamos colaboração ou questionamento por parte de eventuais consulentes.terça-feira, 26 de maio de 2009
"Gaivota", do projecto "Hoje"
Gaivota
Amália Rodrigues
Composição: Alexandre O'Neill / Alain Oulman
Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.
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