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( clique na imagem ) Sugestão de Catarina Trigo

Parabéns, Pedro Barroso, "O último trovador".

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Pedro Barroso nasceu, em Lisboa, no dia 28 de Novembro de 1950 . "Menina dos Olhos de Água" Pedro Barroso Menina em teu peito sinto o Tejo E vontades marinheiras de aproar Menina em teus lábios sinto fontes De água doce que corre sem parar Menina em teus olhos vejo espelhos E em teus cabelos nuvens de encantar E em teu corpo inteiro sinto feno Rijo e tenro que nem sei explicar Se houver alguém que não goste Não gaste, deixe ficar Que eu só por mim quero-te tanto Que não vai haver menina para sobrar Aprendi nos 'Esteiros' com Soeiro E aprendi na 'Fanga' com Redol Tenho no rio grande o mundo inteiro E sinto o mundo inteiro no teu colo Aprendi a amar a madrugada Que desponta em mim quando sorris És um rio cheio de água lavada E dás rumo à fragata que escolhi Se houver alguém que não goste Não gaste, deixe ficar Que eu só por mim quero-te tanto Que não vai haver menina para sobrar Faça uma visita: http://www.pedrobarroso.com/

"Intervalo" - Per7ume

O tema "Intervalo" é o primeiro single do disco de estreia dos Per7ume, que agrupa alguns dos ex-membros dos Ornatos Violeta e dos Blunder. A enriquecer este tema, está ainda a participação especial de Rui Veloso. O projecto Per7ume foi idealizado no Porto em 2007 e integra A. J. Santos na voz e guitarra, José Meireles na guitarra, Bruno Oliveira na bateria, Nelson Reis no baixo e Elísio Donas (ex-Ornatos Violeta) nos teclados. A letra, sugestiva, é da autoria de A. J. Santos. Vida em câmara lenta, Oito ou oitenta, Sinto que vou emergir, Já sei de cor todas as canções de amor, Para a conquista partir. Diz que tenho sal, Não me deixes mal, Não me deixes No livro que eu não li, No filme que eu não vi, Na foto onde eu não entrei, Notícia do jornal O quadro minimal Sou eu Vida à média rés, Levanta os pés Não vás em futebóis, apesar Do intervalo, que é quando eu falo, Para não me incomodar. Diz que tenho sal, Não me deixes mal, Não me deixes No livro que eu não li, No filme que eu...

Simulacro e simulação

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( imagem ) Após ter surgido a dúvida se se poderia utilizar as palavras simulacro e simulação como sinónimos no que se refere a exercícios de preparação para o combate a incêndios, consultei alguns dicionários, e até o ciberdúvidas . Assim: simulação refere-se ao acto ou efeito de simular, fingimento; simulacro é uma imagem, cópia ou reprodução imperfeita, acção simulada (entre outros significados possíveis). Conclui-se, simulação e simulacro são sinónimos "em vários contextos , nomeadamente no que se refere aos exercícios de preparação para o combate a incêndios." ( A. Tavares Louro em ciberdúvidas) "Como são exercícios próximos da preparacão militar, a palavra mais usada é simulacro . Simulação apenas se usa como sinónimo pouco frequente." ( A. Tavares Louro em ciberdúvidas) Apesar de tudo, a utilização de simulação, em vez de simulacro, é possível , embora de uso menos regular.

O poder da palavra

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(imagem: fonte ) Dei por mim, hoje, a pensar em algo que ouvira ainda ontem numa pequena reunião de pais organizada por um padre. A determinada altura referia-se ao “poder da palavra.” Realmente, quer seja na oralidade, quer seja na escrita, a palavra assume o papel central na comunicação, simplesmente porque comunicamos pela palavra. Dei por mim a pensar, também, no Ensaio sobre a Cegueira de Saramago, mas desta vez cogitei um semelhante ensaio sobre a surdez. Como? Concebamos uma situação análoga na qual as pessoas seriam afectadas por uma epidemia que os impossibilitasse de ouvir. Isso levaria a que, em parte, a nossa comunicação com o outro se alterasse, na oralidade. Aqui, a comunicação manter-se-ia mas modificada, continuaria mas restringida à palavra escrita ou gestual. Para nós, habituados a ouvir e a fazer-se ouvir seria uma cruel realidade. Mas voltemos à ideia inicial, o poder da palavra. Não fora esse poder, não estaria aqui, agora, a idear um qualquer text...

"Diário de Blindness"

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Vale a pena fazer uma visita a este blogue, que nos proporciona várias reflexões de Fernando Meirelles a respeito da feitura do filme Blindness. «[...] difícil é abrir os olhos [...]» O Diário de Blindness também já está disponível em livro, pelas publicações Quasi. «(…) Apesar de feliz pelo encontro [com José Saramago], aquela noite me deixou apreensivo. Por ter sempre se recusado a vender os direitos de seus livros para adaptação (“cinema destrói a imaginação”), achei que ele não estivesse interessado no filme. Para meu desespero, estava enganado. Ele estava bastante interessado, perguntou várias vezes quando ficaria pronto ou quando poderia assistir a algo. Depois do nosso encontro, me mandou um e-mail dispondo-se a colaborar caso eu precisasse e dizendo-se totalmente confiante em relação ao nosso trabalho. Antes ele não estivesse tão confiante assim, o risco de uma grande decepção seria menor. Sei que nenhuma projecção desse filme será tão tensa quanto a que farei para apresentá...

"Escrever na infinita página"

São palavras de José Saramago, a propósito da escrita na blogosfera. .. A respeito dos quatrocentos anos do nascimento do Padre António Vieira, deixo aqui um excerto retirado do Sermão de Santo António aos Peixes, que continua, infelizmente, bem actual, aliás, como todas as suas palavras. É o próprio Saramago que, numa entrevista ao JL (994), a propósito do seu mais recente livro, A Viagem do Elefante , refere essa influência de Vieira: «[...] há também toda a importância de Padre António Vieira, a prosa do Barroco...»; «É uma influência que não nego.» .. «Quero acabar este discurso dos louvores e virtudes dos peixes com um, que não sei se foi ouvinte de Santo António e aprendeu dele a pregar. A verdade é que me pregou a mim, e se eu fora outro, também me convertera. Navegando de aqui para o Pará [...], vi correr pela tona da água de quando em quando, a saltos, um cardume de peixinhos que não conhecia; e como me disseram que os Portugueses lhe chamavam quatro-olhos , quis averiguar ocu...