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"Os Lusíadas" já estão disponíveis para telemóvel

Os Lusíadas , de Luís de Camões, já estão disponíveis para descarregar para telemóvel no sítio da Biblioteca Digital do Instituto Camões. ... http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/biblioteca-digital-camoes/doc_details.html?aut=182

Carlos Pinheiro

Vale a pena consultar o portal byblos.malha.net, da responsabilidade do professor Carlos Pinheiro, que apresenta vários recursos electrónicos seleccionados a partir da Internet. http://byblos.malha.net/

Arquipélago das palavras

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«Acredito na imagem. As palavras estão prostituídas, estão usadas, estão gastas. As imagens, sobretudo as verdadeiras, estão mais puras. Só têm 150 anos.» Paulo Nozolino, fotógrafo

Biblioteca Digital Camões

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A Biblioteca Digital Camões, a funcionar desde o dia 6 de Janeiro, disponibiliza um manancial considerável de ensaios e clássicos da literatura.

Tributo a Rodrigues da Silva

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Foi com consternação que soube da morte do jornalista José Manuel Rodrigues da Silva. O cancro, por fim, venceu-o na madrugada de sábado, dia 10 de Janeiro, aos 69 anos. Rodrigues da Silva foi o editor do JL desde 1993 até há poucos meses atrás. Lembro-me de, quando comecei a assinar o JL , ficar extasiado a ler as suas crónicas sobre cinema. Recordo, ainda, as suas entrevistas, construídas numa linguagem muito própria, muito sua. Depois, deixei de o ler. Esperei, esperei, mas nada. Agora, obtive a resposta dolorosa. Actualmente, começo a ler o JL pela crónica do Manuel Halpern, "o homem do leme", que sempre teve em Rodrigues da Silva, "Zé Manel", um grande amigo. Já sinto falta da tua espontaneidade: «"Escreve, escreve, mas não me obrigues a ouvir essa merda"» (início da crónica "R. da S.", de Manuel Halpern, no JL 999). Leiam o texto "Sr. José, Sr. Silva", de Rodrigues da Silva, em http://bloguedeletras.blogspot.com/2008/05/sr-jos-sr...

Raparaparaparaparaparaparim

Faleceu, no passado dia 18 de Janeiro, domingo, aos 39 anos, João Aguardela, músico dos Sitiados e d' A Naifa, devido a um cancro no estômago. Não se esquece! Não posso adiar o amor para outro século não posso ainda que o grito sufoque na garganta ainda que o ódio estale e crepite e arda sob as montanhas cinzentas e montanhas cinzentas ... Não posso adiar este braço que é uma arma de dois gumes amor e ódio ..... Não posso adiar ainda que a noite pese séculos sobre as costas e a aurora indecisa demore não posso adiar para outro século a minha vida nem o meu amor nem o meu grito de libertação ... Não posso adiar o coração. ... António Ramos Rosa

Partida de bolapé

Era dia de tomada de posse. No ecrã, arrastavam-se as imagens com Barack Obama, numa sucessão de pequenos intróitos antes do ansiado discurso. Sentei-me no sofá da sala de professores. No início, ainda tive a companhia de uma colega, mas, passados alguns minutos, dei por mim como único espectador a testemunhar aquele tão desejado momento histórico. A determinado momento, ri-me. Dois milhões, ou mais, a assistir à cerimónia e eu ali, alienado da multidão em delírio, a conversar para mim. Tinha a vantagem de estar comodamente instalado e de a temperatura, também, não me exigir aquelas engraçadas "tapa-orelhas" felpudas na cabeça. Estendi, assim, o olhar até ao livro que me acompanhava, afinal, naquela portentosa celebração. Deixei os ouvidos entretidos e fui passear pelas palavras de Pessoa. Tenho de confessar que também eles me abandonaram ou, se calhar, fui eu que os abandonei ao frio de Washington. Sem multidão que me tolhesse os movimentos livres, saltitava de página em pág...